um começo de leve, pra relaxa um poco (=

(Retirado de http://hempadao.blogspot.com)


Tudo papo de maconheiro. A liberdade é azul, a igualdade é branca e os olhos são vermelhos - ou vocês acham mesmo que Napoleão não puxava um?
A História nos conta a trajetória cultural-religiosa da erva enquanto a contra-história americana põe a gente sentado com cara de bunda assistindo oAbraham Lincon marijuana shall make you mad - sim, com bastante sotaque que é para a inevitável associação com os cucaracha. O que diria Lincoln, com aquele olhar desorientado e barbão de hiponga?

Dom Pedro 2, amigo do ilustre Xangô de Baker St., aprendeu com seu pai as peripécias de curtir um bom fumo, mas ao contrário do velho não deu piti nas beiradas do Ipiranga só por causa de uma bad trip.

E quando o grande e ilustre Fidelito, el Castro (salve, companheiro) adentrou pela Baía dos Porcos atrás de seu mais estimado sonho de consumo -as propriedades- fumava o quê naquele charuto? E o HitlerChe, figura estampada nas camisas de todo maconheiro que se preze, andava fazendo o que pra ficar com aquela cara chapada?

Bem, nem preciso mencionar Mahatma Gandhi pregando a paz entre os homens.
E o Hitler? Não, esse era careta.

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Durante toda a minha existência tola - vastos vinte e dois anos - presenciei a hipocrisia de uma sociedade inteira que mete a mão na merda com luvas esterelizadas do bom-costume. E durante todo esse tempo ouvi as pessoas tapando os ouvidos para uma verdade que pode não tornar inofensiva a prática, mas que também não nos transformará em demônios.
E fico a pensar nisso tudo enquanto espero a comida fria do gran sapore restaurant chegar, até que de um grupo de bonequinhas de luxo shoppingeiras e boqueteiras - leia-se patricinhas - se ergue a líder (mais popular), erguendo a sua Louis Vuitton e esbraveja: "Eu não voto nesse cara, ele é o maior maconheiro!"
Daí eu penso: puta que pariu! A humanidade vai ficar presa para sempre na inércia do conservadorismo.
Papo de maconheiro, sem hipocrisia.”